Estas são costuras de outros tempos. Algumas nasceram em 2012, outras em 2015. Ficaram guardadas e agora voltam para a luz, não porque sejam perfeitas, mas porque ainda reconheço nelas alguma coisa minha.
Hoje, ao revisitá-las, descubro também outras maneiras de dizer o que um dia tentei dizer.
Talvez seja essa a graça de guardar palavras: elas podem esperar muitos anos até que voltem a nos ensinar alguma coisa.
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Quando vejo alguma coisa
Eu logo penso em ti
Então paro e me pergunto
Quando vens morar aqui?
Definitivamente
Entreguei-me
Ao delírio de poetizar
- E tu, coadjuvante?
Café
Preto
Adorável!
Num bar
Sozinha
Meu público
É maior
Meus pensamentos!
Comi como rainha
Então
Não posso poetizar
Anseio por encontrar
A comida perfeita
O sentimento perfeito
A palavra perfeita
O poema perfeito
Loucura!
Pulei acima de todos
Na multidão apertada
Percebendo num lampejo
Fazer parte da manada
Autora: Rita Marília

Fotografia autoral de Rita Marília
