Prosa

Blumenau – 1850 – 1950 – A História Perdida

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 “ Deixai qualquer esperança, vós que entrais ” – Dante.

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Cento e dez pessoas chegam numa tarde de verão ou inverno, no obscuro futuro da esperança para alguns, tragédia para outros, acampam, misturam-se e somam-se aos 17 que ali estavam. Quem eram essas 110 pessoas para além do que poderíamos ver na carne? Homens, mulheres, crianças dentro e fora da barriga, agarradas ao peito, na mão, na saia, nas pernas dos de cabelos louros ou castanhos, olhos azuis, calças de tecido, saias compridas, tamancos, chinelos, botinas, fraldas, bicos, bolsas, malas de madeira, de papelão, sacos de pano, lenços na cabeça, fitas de cetim, chapéus redondos, ovais, bicudos, pretos, tragédia no olhar, mosquito, suor a escorrer no rosto, no pescoço, no sovaco, nas costas, entre as pernas, na alma que tremia febril pelo espanto, pela insegurança, pelo medo, pela tragédia do sarampo, da gripe, da malária, da febre sem sentido, da gravidez em seu fim, pelo parto mal sucedido, pela morte da mãe, pelo desespero da criança que ficará sem mãe, sem rumo, sem pátria, sem infância, sem juventude, para enfim casar e filhos ter para cuidar e dividir a terra que é enorme, gigante, ao lado do rio cheio de mistérios, peixes abundantes nunca vistos, serpenteando a mata cheia de madeira, de animais ferozes, de frutas exóticas e abundantes como a banana, a laranja, o abacaxi, que de seu suco se extrai o mais rico sabor que a terra já produziu além de milho, feijão, batata, farinha, cevada para cerveja que virá acompanhada do humor alemão, além da dança que já está, como também a língua materna que se transformará em dialeto em muitos lugares por onde estes homens, 110 homens, colocarem seus pés, seus filhos, seus sonhos, seu netos com suas esperanças de um dia voltarem a ver a pátria amada ou ao menos retratá-la, homenageá-la nesta terra brasil acolhedora, ampla, vasta, imponente, inexplorada, dura, feroz e mansa no leito do rio, no leito de morte, no leito do berço que transformou o imigrante em brasileiro, em colono feito de uma nacionalidade por fora e de outra por dentro, que se explica na música, na dança, no tiro ao alvo, no bolão, na comida, no sotaque, no nome Blumenau, Friedenreich, Franz, Müller, August, Braunschweig, chucruts, bier, strudell, polka, Franz e Frida que se amaram na primeira noite sob a lua, sob as estrelas, sob o sol e na noite de tempestade quando o rio encheu lavando e levando sonhos, esperanças, crenças no pastor da igreja que proferia Deus misericordioso, senhor do céu  e desta terra abençoada por quem nunca nenhum deles viu, ouviu, apertou a mão, trabalhou junto, sonhou, sofreu, chorou, dançou a polka a embalar o filho, outro filho, outro filho que casará com a filha do ilustre Senhor que de colono passou a ilustre Senhor da casa grande construída ao estilo dos ancestrais alemães que nunca sequer sonharam em abandonar a terra pátria para irem além-mar, além do lugar onde o sol se põe em múltiplas cores encontradas nos trajes típicos alemães, prussianos, poloneses, austríacos misturados a dormirem juntos, a procriarem, a viverem e morrerem no mesmo chão de uma terra anteriormente longínqua, inóspita, selvagem, abundante em riqueza para os corajosos, para os destemidos homens, mulheres, crianças que choravam, trabalhavam, adoeciam, morriam de febre, de susto, de tifo, de mordida de cobra, macaco, jacaré, cachorro raivoso enterrado lado a lado com a criança recém batizada pelo padre que mora longe, que batiza, casa, dá a extrema unção aos que depois de tudo feito com obstinação por terem sido recebidos por poucos com alegria patriótica, militar, fraterna para comporem 127 homens com lotes já definidos, recebendo outros tantos homens, criando do nada uma comunidade, uma igreja, uma escola, uma professora, um escritor, uma cervejaria, um alambique, um engenho, duas atafonas de mandioca, mais  cervejarias, um teatro, uma serraria, uma casa comercial, uma escola de arte, uma escola alemã, um hotel, um cemitério para que os primeiros que ali chegaram esperassem os 110 que ali chegariam e mais outros que lá nasceram e nem se criaram ou pouco se criaram junto com todos os louros de olhos azuis ou os nem tão louros  de olhos azuis e os pardos e os negros e os índios, botocudos ou não, que se diziam verdadeiramente brasileiros e deles julgavam que nada construíam apenas cantavam pelados, despudorados, sacudindo seus cocares, seus colares de sementes e penas, renegados por deus que não gosta de gente pelada a não ser na barriga das mães parideiras anualmente pela graça do senhor do céu e pelo poder do Senhor da terra, da frida, e da porca, da ovelha, da chinoca, da casa, do cavalo, do chiqueiro, da lavoura, da lei e da ordem de fazer e não fazer, do que vestir, comer, cantar, comprar, vender, ensinar, aprender, namorar, casar, e que depois virá outro Senhor a reforçar ou refazer as ordens, as desordens, as conquistas, as histórias escritas em tinta no papel, em luz no daguerreótipo, no desenho, na pintura, na xilogravura, na litografia, na escultura, na fotografia, na lembrança dos que ficaram, dos que ouviram dos que ali passaram, trabalharam, casaram ou não,  dos que ali morreram ou voltaram para sua pátria, dos que vieram de São José Da Terra Firme para condensar em livro os primeiros 100 anos da história de Blumenau, que nunca mais será perdida. 
A Gilberto Shmidt-Gerlach

PS. “Rogamos às pessoas que receberem o presente número de jornal e não tiveram a vontade de ler, o obséquio especial de devolvê-lo”.

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Texto inspirado na obra “Colônia de Blumenau no Sul do Brasil” – 1ª edição 2019 e Filme baseado no livro homônimo, de Gilberto Schmidt-Gerlach, Bruno Kilian Kadletz e Marcondes Marchetti .

Poema

Espaço

No livro
Cabe
Uma dor, uma tristeza
Uma palavra, uma vontade
Um cometa e uma estrela.
 
No livro
Cabe
Teu beijo na partida
Teu olhar na minha lágrima
Teu corpo na minha vida
Teu intangível...
              ... minha sombra.
 
No livro cabe o mundo.
No livro cabe o silêncio do mundo
O rufar dos tambores
O tufão, o furacão
Apocalipse
Só não cabe o nosso adeus.

Imagem de Rita Marília
Prosa

A Máquina de Fazer Pensamento

Era 6h46min de uma manhã gelada de inverno.

Acordei, talvez, uma hora atrás e percebi que minha máquina de fazer pensamento estava e continuava trabalhando a todo vapor. Uma revolução ímpar de pensamentos, imagens e emoções passavam por mim, cada qual com mais pressa e desejo de ser meu eleito. Porém um, de menor possibilidade, frágil, de luz viva, porém discreta, se escondia e, mesmo escondido, era ainda mais empurrado para o lado enquanto diziam que ele, que era feito sem nenhum argumento, débil, muito pouco robusto, não tinha nenhum valor.

Permaneci assim parada, estarrecida, a querer entender tal briga de gigantes diante de mim.

Como pacificadora tentei, de todas as formas, harmonizar o ambiente, entretanto pouco resultado obtive. Cada qual trazia em si armas e argumentos dos mais variados, revestidos de cores e imagens para impressionar e fazer-me decidir.

Foi difícil este momento porque, do terror ao sublime amor, todas as imagens, todas as emoções e todos os pensamentos percorreram o estreito caminho da decisão.

Os mais ousados e assustados vinham com imagens tristes, lembranças de pânico, sugerindo tragédias impossíveis de vencer. Os idealistas, mais seguros de si, vinham com argumentos plausíveis, amorosos, edificantes.

Estive neste desfile de pensamentos, emoções e sentimentos, impossibilitada de uma tomada de decisão assertiva.

Deixei digladiarem-se, certa de que o mais forte venceria. Porém, qual foi minha surpresa quando percebi que não era o mais forte que me levava para a escolha, mas aquela luz timidamente brilhante, aquela luz que a um canto ficara.

E de repente tudo escureceu. Neste instante percebi, perplexa, que quem iluminava a briga dos gigantes era tão somente aquela luzinha que ficara esquecida a um canto; aquela luzinha tênue, frágil, tímida.

Não tive mais dúvida. Tudo se esclarecera naquele breu e então, eu gritei:

– Basta, basta, basta! A escolha já foi feita!

Todos pararam imóveis. A máquina de fazer pensamento estancou no silêncio que em mim se fez audível, e eu, serena, sentenciei:

– Não tenho mais dúvida: o vencedor é o Sonho!

Outros Autores

Sabiá com Trevas – XIV

No chão, entre raízes de inseto, esma e cisca o sabiá.
É um sabiá de terreiro.
Até junto de casa, nos podres dos baldrames, vem apanhar grilos gordos.
No remexer do cisco adquire experiência de restolho.
Tem uma dimensão além de pássaro, ele!
Talvez um desvio de poeta na voz.
Influi na doçura de seu canto o gosto que pratica de ser uma pequena coisa infinita de chão.
Nas fendas do insignificante ele procura grãos de sol.
A essa vida em larvas que lateja debaixo das árvores o sabiá se entrega.
Aqui desabrocham corolas de jias!
Aqui apodrecem os vôos.
Sua pequena voz se umedece de ínfimos adornos.
Seu canto é o próprio sol tocado na flauta!
Serve de encosto pros corgos.
Do barranco uma rã lhe entarda os olhos.
Esse ente constrói o álacre.
É intenso e gárrulo: como quem visse a aba verde das horas.
É ínvio e ardente o que o sabiá não diz.
E tem espessura de amor.

Manoel de Barros
Livro: ARRANJOS PARA ASSOBIO
Foto: Rita Marília – #ritamariliats

Poema

Anjo Preto

Na noite escura
Escura como breu
Eu
Escura
Em pura loucura.
 
Mas o anjo
Ah o anjo!
Branco, alvo
Longe.
 
No dia escuro
Eu, branca
O anjo, preto.
 
No pôr do sol
O sol
O sol e eu.

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Foto: Rita Marília T. Signorini
#ritamariliats

Poema

Mais um Poema Triste

Quero fazer um poema
Que seja só eu
Que tendo início
No fim, o Morfeu.
 
Um poema tristonho
Comprometido com a dor
Um poema caduco
Como num galho, a flor.
 
Quero fazer um poema
Que diga todos meus “Ais”
Que diga todos meus “Oh!s”
Escondendo meus ideais.

Um poema de vida inteira
Um poema assim a escorrer
Pingo a pingo
De uma geleira!

 

 

 

 

Com muito orgulho a poesia acima foi publicada à pagina 57 da revista eletrônica A ILHA – Ler aqui

Prosa

Carta Para Vovó

Bom dia Vovó!

Demorei para responder?  Ontem já estava deitado, eu e as lembranças, tudo em cima da cama.

Me empolguei lendo sua carta e vendo os desenhos que você me mandou e depois fui empolgado pelo sono.

Agora são 7:00 horas e o café está pronto. A Dinda me chama, a mãe me chama mas vou escrever primeiro. Sabe de uma coisa? ainda tem lua e ela está arribando para o cais do nunca.

Por aqui tudo bem: aqui deste outro lado da razão, como diz a Dinda…

Vó!  por aqui às vezes falta luz então acendemos a imaginação. Outras vezes falta água, então abrimos a torneira das emoções. Se falta luz e água corremos pra  baixo da cama e caímos num abismo fundo, escuro e perigoso cheio de lagartixas falantes, vespas gigantes, mulas que voam sem cabeça. O que nunca falta é cama para deitar o corpo cansado de carregar preguiça.

Eu acho que cama pra ser bem gostosa tinha que ter braço. Minha mãe disse que a cama dela tinha. De madrugada eu fui espiar e achei 2 braços. Pela manhã entrei no quarto dela e só encontrei o pai colocando gravata. Eu perguntei pra mãe onde ela escondia os dois braços e ela disse que quem guardava os dois braços era o pai. Perguntei pro pai onde ele escondia os 2 braços da cama da mãe. Ele disse que era segredo. Perguntei pro pai se a minha cama também podia ter 2 braços. O pai disse que só quando eu crescer eu posso colocar dois braços na minha cama. Fui correndo pra cozinha dizer para a Dinda que minha cama vai ter dois braços quando eu crescer. A Dinda riu e me deu um abraço. Eu queria os dois braços da Dinda presos na minha cama, mas se eu roubar os braços dela ela vai ficar sem os dois braços e vai ficar triste porque não vai mais poder me abraçar nem me dar um tapinha sempre que me manda brincar no quintal.

De manhã a coragem sempre me sacode até eu acordar e pular fora da cama. É sempre a hora do café com sono. Na cozinha sempre estão o pai, a mãe, a Dinda, eu e muitas frutas da estação como a goiaba alegria, a banana preguiça,o  kiwi bom humor e muitos outras. Depois chega a minha irmã com cara de sapo beiçudo. Ruim mesmo é que pela porta da cozinha, que dá para o quintal da vida dos outros, como diz a Dinda, sempre entra o moleque da tristeza carregando os mortos do dia anterior. A Dinda suspira, a mãe suspira e eu, sem saber o porquê, suspiro: todos suspiramos e o pai faz a gente agradecer a Deus por ainda não sermos notícia.

Eu repito: Deus muito obrigado por ainda não ser notícia. Eu não sei o que é ser notícia, mas agradeço. O que mais gosto é ir de tarde  jogar corrida com o vento, pular amarelinha com a sombra e, só quando estou sozinho, ir brincar de poetizar assoprando palavras na barriga do caderno de pauta quebrada.

Nem sempre faz sol por aqui, Vó, porque nossa imaginação, de tão grande, faz eclipse o dia todo. A mãe disse pare, mas nós continuamos rabiscando tanto no azul do céu até ele ficar todo furadinho: de noite nasceu estrela espiante.

Atrás de casa não pode brincar de esconde-esconde porque as árvores não sabem contar até 10, só até 5. O filho do vizinho disse que o  tio do meu primo disse que elefante também não pode brincar por causa de quê a tromba sempre fica aparecendo. Fiquei chateado. O elefante é um cara legal.

O pai me perguntou quem era o tio do meu primo. Eu baixei a cabeça porque não sabia responder mas fiquei desconfiado porque um dia o meu primo chamou meu pai de tio. Briguei com meu primo porque não quero que meu pai vire tio. Tio é bom mas não é pai. Dei o Tio para ele e fiquei com meu pai. Acho que meu primo também queria fazer essa troca mas o meu tio disse que ele já tem pai e não pode ter dois pais. Eu não sei porque o meu tio não vira pai dele. Ele fica com um tio e um pai e pode dizer que de dia ele tem pai e de noite ele tem tio. Mas eu não quero. Eu quero pai de dia e de noite.

Meu pai usa gravata… meu primo diz que é “graveta” e dá risada… meu primo é burro mas não tem orelha pontuda. Eu fui espiar a orelha dele e só tem cera dentro de um buraco. Meu primo tem um buraco na orelha e é por isto que às vezes eu chamo e ele não responde. O buraco da orelha do meu primo é bem grandona mas não cabe o dedo: eu tentei.

Minha irmã começou a namorar um homem feio. Meu pai disse para ela que ele era feio. Meu tio disse que ele era feio. Eu disse que o namorado dela era feio. Minha mãe disse pra todos:

“Pro feio ficar bonitinho
Uma coisa vou dizer
Basta olhar com carinho
Pro feio que você vê”.

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Este meu texto foi selecionado para compor a revista eletrônica ESCRITORES DO BRASIL número 5, nas páginas 71, 72 e 73, ficando eu, muito honrada.

Segue link; Ler aqui

Prosa

Notícia Urgente

PALAVRAS CAVAM TÚNEL PARA FUGIREM


Ontem, a polícia descobriu um túnel, cavado e pronto, que serviria para um grupo de palavras fugirem do dicionário.
O delegado, em entrevista para o mundo e com exclusividade para nós, declarou que algumas palavras, revoltadas pelos maus tratos e abandono que vêm sofrendo, rebelaram-se e, amotinados, buscavam fugir no dia de finados.
O delegado nada mais soube ou quis dizer.
A investigação prossegue, mas o que nossos repórteres já descobriram é que a mais perigosa facção criminosa, liderada pela palavra Ética, está totalmente envolvida.
Outros nomes que estão sob suspeita são: Moral, Respeito, Civilidade e seus seguidores.
Nossos repórteres não tiveram nenhuma informação sobre a morte da Honestidade, ocorrida dentro das páginas, que está sendo mantida sob absoluto sigilo. Cogita-se que ela tenha sido espancada e torturada até a morte.
O delegado não quis falar sobre o caso para não atrapalhar o andamento das investigações, que prosseguirão assim que um novo Chefe do Departamento for nomeado, empossado e assumir o caso.
Disse-nos, o delegado, que a posse do novo Chefe deve ocorrer no prazo máximo de trinta anos (30 anos), e que este prazo não interferirá no andamento das investigações, já que tudo está sendo registrado e documentado.
Fontes altamente sigilosas informaram a nossos repórteres que mais fugas e mortes estão sendo arquitetadas dentro e fora do dicionário.
Também ficaram sabendo que outro grupo, grande e bem armado, chefiado pela Ganância, aproveitando-se da agitação nas páginas do dicionário, está preparando uma grande chacina e o alvo principal é o bando encabeçado pela Tolerância com seus comparsas que, aliás, parece já estar em negociatas com a quadrilha do Intolerante, para se pouparem da morte anunciada.
Ninguém mais quis dar entrevista, mas nossos repórteres, bravos homens da notícia, continuarão investigando por conta própria e noticiando a qualquer hora, em edição extraordinária.
Ficamos no aguardo de novas informações.

*Foto flagrante: Fotógrafa Rita Marilia #ritamariliats

Com muito orgulho fiquei de também ser publicado na Revista Literária A ILHA 148 de Março/2019.
Ler a Revista aqui

Poema

Amor por Rodrigo

Hoje descobri que te amo
Não sabia antes, hoje sei.
Descobri o véu sobre o meu amor por ti
E todo dia re-velarei o meu amor por ti.

Amar-te no infinito silêncio dos segundos
Quando contigo no abismo das horas impróprias, vertiginosas
Tocar meus dedos toscos em tua delicada alma
Encontrar minh’alma em outro corpo: meu corpo sem alma
Vida!

Ah!
Estar ao teu alcance, estares ao meu lado
Enrodilhar-nos em emoções vagas, fluídicas, apoteóticas
Cavalgar pelos amores incompreendidos
Delirar de mãos dadas com o teu sentir, com o teu emocionar.

Delirar!
Delirar!
Delirar!
Sim, o paraíso está em sons poéticos de beleza
No silêncio da contemplação
Delírios de sentir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30.09.2018

A Rodrigo De Haro, amigo que, em certo dia, deu-me momentos de pura contemplação, enchendo minha alma de luz poética, ofereço estes dizeres que verteram de emoções nascidas daquele nosso encontro.

Poema

Qualquer Coisa

Qualquer coisa é um nada
Que devagar
Lentamente
De nós vai se apoderando
Operando
Abrindo, fechando
Se fazendo
Se tornando ser
Crescente
A nos envolver
Docemente
Semente
Eternamente.

Muito honrada fiquei ao ser escolhida para compor a Revista Eletrônica Suplemento Literário A ILHA, numero 146, página 31.
Ler a Revista aqui