Prosa

Mistério

Fotógrafa Rita Marília – #ritamariliats

Na sala de parto um último grito, um silêncio, um choro.

Na penumbra do corredor, um homem de branco mostra, a outro homem, uma criancinha ainda envolta em um pano branco manchado de sangue.

Ao longe, na igrejinha da praça, os sinos dobram. São exatas seis horas da tarde: a hora da Ave-Maria.

11.04.2022

Poema

Cacto

No seco do meu coração
Plantei.

Nasceu cacto.

Regador sem furo
Reguei.

Sol forte
Protegi
A mim e a meu cacto.

Desmaiei.

Passou alguém
Levou meu cacto.

Fiquei no seco
No seco fiquei.