Boa tarde amiga do céu
Mande notícias
Aqui tudo igual
Mesmo jeitinho
Nem lá nem cá.
No meio
Impossível
Lá ou cá
Sem saída
Sem entrada
Seguindo sempre
Pé lá
Pé cá
Só cuidando
Para não exagerar
(Autora: Rita Marília )

Fotógrafa: Rita Marília
Boa tarde amiga do céu
Mande notícias
Aqui tudo igual
Mesmo jeitinho
Nem lá nem cá.
No meio
Impossível
Lá ou cá
Sem saída
Sem entrada
Seguindo sempre
Pé lá
Pé cá
Só cuidando
Para não exagerar
(Autora: Rita Marília )

Fotógrafa: Rita Marília
No livro
Cabe
Palavras
Pedras
Gotas
Uma estrela
Um cometa
No livro
Coube
O beijo da partida
O olhar numa lágrima
Teu corpo
Minha vida
O intangível...
... minha sombra.
No livro cabe o mundo.
O silêncio do mundo
O rufar dos tambores
O tufão
O furacão
Apocalipse
Só não coube o nosso adeus.
(Autora: Rita Marília)

Foto: Fotógrafa Rita Marília
Minha vida é caminho
Só caminho
Se posso, escolho
Chão batido
Árvores
Canto de passarinho
Se não
Calço as pantufas
Desenho um assobio
E vou como posso

Cedo cedo coração com sede nessa sede
Cedo cedo nessa sede coração com sede
Cedo nesta sede cedo coração com sede
Cedo cedo sede dum coração com sede
Coração com sede cede cedo sua sede
Cedo coração com sede cede sua sede.

Imagem: Composição visual criada por IA a partir de conceito autoral
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Quem me olha de soslaio?
Entre
a casa é sua
Não repare no abandono
Sem quadros nas paredes
Sem flores nos vasos
Sem velas acesas
As paredes
guardam contornos
e teias
Vem
empurre as cortinas
Abra as janelas
Deixe o sol entrar
Aqueça este ambiente fúnebre
Dançar?
Não posso
O silêncio
me paralisou
ocupou todos os espaços
Já vai…
Fique
Preciso de luz
Fica
Fica
Fica...

Delira alma sonhadora
Já não é sem tempo
Deves descobrir teu sonho
E quiçá vê-lo morrer
Em tua histeria.
Delira
Que em ti
Tudo é fugaz
Mas toma cuidado
Que talvez
Por tão antigo
Enraizado
Em tua carne
Esteja
Delira, alma infante
Já não é sem tempo
Cumprires tua sina

Se a tristeza batesse à minha porta, com um tímido sorriso eu abriria e a deixaria entrar. Convidaria para sentar no sofá da sala; prepararia um cafezinho ou uma boa xícara de chá e conversaria longamente com ela.
Por certo ela me contaria, a princípio com algum constrangimento, o motivo de sua visita. Pacientemente eu a escutaria para entendê-la: talvez ela chorasse ao se despir do pudor.
Posso supor que eu também choraria.
Quando nossas lágrimas estivessem mais raras, eu a convidaria para um passeio pelo meu interior. Mostraria meu jardim e as flores que consegui cultivar, apesar dos tempos nublados.
Depois a levaria até o quarto de dormir e a deitaria numa cama acolhedora para que descansasse.
Pé ante pé sairia do quarto, não sem antes fechar as janelas e apagar todas as luzes.
Voltaria para a sala e, sozinha, velaria por ela durante toda a noite.
Ao amanhecer nos encontraríamos na sala novamente e eu a veria transformada, iluminada.
Sem dizermos mais nada, e pelo meu silêncio fazendo-a entender, ela partiria, deixando em seu lugar uma compreensão nostálgica.
Sem demora, eu correria até a janela para ainda vê-la sumir.
Se não a acolhesse ao assomar à minha porta, sei que por sua natureza ela se tornaria minha sombra sempre que o sol tentasse iluminar minha alma

Imagem: Composição visual criada por IA a partir de conceito autoral.
Na mala
Importa
o que tem
o que tira
o que deixa.
Mala
no chão

Imagem autoral