Rua! Estou na rua. Estou como a folha de uma árvore. Sou da rua.
Meu espírito está sufocado; minha alma clama por voar.
Não tenho escrito.
Estou superlotada de silêncio. Preciso escrever.
Já perdi todas as frases.
Canso-me das pessoas; preciso de solidão.
Perdi-me. Estou no meio de um redemoinho.
Não sou ninguém.
Onde estou? O que sinto? Quem eu quero ser ou continuar a ser?
Viver ou morrer?
Caio no poço.
Emergirei. Salvar-me-ei.
Voarei além de mim, até a ponta de minhas asas.
Preciso ficar só, muito tempo só.
Minhas palavras são vazias, minhas frases, sem sentido, e meu texto, desconexo.
Mas preciso expulsar este nada.
Preciso escrever, escrever, escrever, como preciso respirar.
O tempo tem se formado sem que eu transborde.
Nada mais tenho a dizer.
Vou embora.
Talvez, em outro lugar, eu esteja
